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Por que eu resolvi começar a transição capilar

 

Comecei o cronograma capilar a um mês e pouquinho quase, decidi começar por que meu cabelo estava bem danificado por conta de várias químicas que fiz nele desde os meus 17 anos, foram muitas escovas progressivas, tiradoras de volume, alisamentos, tinturas... ahh, e além de tudo isso ainda tinha a “ajuda” do secador e da chapinha, que na minha adolescência eram meus bff’s, principalmente a chapinha por que usava quase todos os dias. Você deve estar se perguntando, “mas que diabos é esse tal cronograma capilar?”. Bom, ele já está em evidência faz um tempinho, várias manas que resolveram libertar suas ondas e seus cachos seguiram ele para conseguir voltar ao cabelo natural e deixa-lo livre das químicas do alisamento e reparando os fios danificados. O cronograma capilar tem três etapas, hidratação, nutrição e reconstrução, a cada semana você faz essas três etapas, desse jeito aqui olh

 Não foram só essas químicas todas que eu usei ao longo dos anos que danificaram meu cabelo que me influenciaram para começar o cronograma capilar, foi algo mais, eu não sei explicar mas eu sentia a necessidade de me aceitar do jeito que eu sou, vou contar uma historinha para vocês, prometo que não vai ser longa tá? Ah, relaxa que tem final feliz. <3

 

Então, meu cabelo natural é ondulado e bem pretinho, isso não me incomodava, não tanto quando o volume gigantesco que ele tinha, toda vez que ia ao salão cortar o cabelo era sempre as mesmas piadas “minha filha você entrou para a fila do cabelo e ficou” “mas quanto cabelo você tem em”, nada de maldoso ai, mas eu me sentia incomodada por que sentia que meu cabelo era feio por causa do volume, além de volumoso era ondulado então eu me olhava no espelho e pensava “meu cabelo é um mafuá”, e as piadinhas na escola só me fizeram acreditar mais nisso era um tal de “peruquinha”, “estopinha” “Maria Betânia”. Resolvi então investir nos penteados, era trança quase todos os dias ou então um rabo de cavalo, que deveria ser feito todo um cálculo por que se não ficava cheio do mesmo jeito. E ai chegou a adolescência, epocazinha meio complicada essa não? Nessa época fui apresentada ao secador e a chapinha, viraram meus amigos fiéis, nessa época eu estudava de manhã então eu acordava mais cedo só para fazer chapinha no cabelo (bem louca né?), minha escola tinha piscina e nos dias que podíamos usar a piscina eu levava um elástico e alguns grampos para quando meu cabelo secasse eu fazer um coque, na minha cabeça eu não podia deixar ninguém saber o quão meu cabelo era feio, quando não nem pensar em piscina... praia então nem se fala. Lá nos meus 17 anos depois de muito pedir e implorar para a minha mãe ela enfim deixou eu fazer uma escova progressiva, mal sabia eu que ficaria escrava desse tipo de química por muitos anos, na época fiquei super feliz, enfim eu teria o cabelo liso e baixinho sem um tiquinho de volume, igual ao das minhas antigas Barbies, igual ao das minhas cantoras e atrizes preferidas na época, nessa fase também eu comecei a pintar meu cabelo, conheci as tintas fantasia (que são meu amô até hoje, e não danificam o cabelo como as tintas normais). Mas como nem tudo são flores, eu tenho reniti alérgica, e meu nariz é extremamente sensível, tenho alergia a quase tudo e quando ia fazer algum tipo de alisamento ou alguma escova para tirar volume era um sofrimento só, tinha que me encher de antialérgico, usar uma toalha molhada no rosto durante o processo (para não sentir tanto o cheiro do produto), em algumas vezes tinha que parar o processo sair do salão, respirar um pouco e depois voltar de onde tinha parado. De novo na minha cabeça louca eu pensava que era um sacrifício necessário, que não era nada demais e que no fim eu estaria feliz, com o cabelo que eu sempre quis ter.  Foram muitos anos pensando esse tipo de coisa e passando por processos químicos, até eu ver o quão eu estava enganada e perceber que o meu cabelo sempre foi bonito com ou sem volume.  ~fim da histórinha~ (falei de mais, sorry!)

 A mudança começou dentro de mim, eu comecei a conhecer e conversar com migas que também faziam esse tipo de coisa por não se aceitaram e não se acharem bonitas, e comecei a me questionar o porquê disso tudo, o porquê de eu me submeter a coisas que eu sabia que estavam me fazendo mal. Quando minha ficha caiu eu ri de mim mesma, ri por ter sido boba por tanto tempo e me privado de momentos e coisas que eu gostaria de ter feito mas não fiz, só por que achava meu cabelo natural feio. Comecei a pensar que como eu, várias outras meninas fazem esse tipo de coisa se privam e não se aceitam como são, e acabam sofrendo por isso, vi que isso era tóxico demais para nós, que nossa autoestima fica bem baixa por conta disso e que se amar como a gente é de verdade é um processo difícil e complicado, mas quando a gente aprende é tudo fabuloso!

 Foi por isso que comecei o cronograma, por que aceitei meu cabelón de leoa do jeito que ele era (apesar de ter voltado ao ruivo hehe), tá sendo incrível esse processo de transição capilar, óbvio que tem dias que não são tão fáceis e maravilhosos como outros, que dependendo do quão danificado seu cabelo está é um processo demorado. Mas mesmo com tudo isso, o processo tá sendo fabuloso e de pura aprendizagem, aprendi várias coisas bacanas sobre meu cabelo, aprendi como cuidar dele de forma correta e o mais importante eu aprendi a ama-lo do jeito que ele é cheio de ondinhas e com volumão, e hoje eu me sinto flawless! Eu não me privo de ir à praia e nem a piscina, ou qualquer coisa que envolva molhar meu cabelo. Ahh, e agora que eu tô ruiva me sinto uma Merida de ondas hahah, e o melhor disso tudo, me sinto livre e bem comigo mesma!

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Carol Machado, 26 anos, mãe do Noah, taurina com ascendente em câncer. Publicitária por escolha e artesã por amor, apaixonada por fotografia, boa música, e passar o dia assistindo filmes e comendo muito chocolate. Viciada em  séries, livros, desenhos e animes, jedi em treinamento e ainda aguardando a carta de Hogwarts.

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